Archive for the ‘Colunas’ Category

EXPOSIÇÃO DE CLÁSSICOS EM SANTOS

Um final de semana que a muito não fazíamos, reunir os comparsas numa exposição de clássicos e fora de sampa. Dessa vez foi em Santos, que nos encontramos com uma galera de blogueiros animada como o brother Ervin Moretti e seu “Horácio”…

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No carro da volta perfeita

O brasileiro Bruno Senna pilotou um dos carros mais importantes na carreira do tio Ayrton. A convite dos organizadores do Festival da velocidade de Goodwood, na Inglaterra, o piloto da Hispania conduziu a McLaren-Ford MP4/8 e filmou a experiência de dentro do cockpit. O modelo de 1993 venceu os GPs do Brasil, Europa (Donington Park), Mônaco, Japão e Austrália. Foi em Adelaide que o tricampeão mundial conquistou a última de suas 41 vitórias na Fórmula 1. Em Donington Park, também na Inglaterra, o tricampeão fez a chamada “volta perfeita”, quando superou Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost na primeira passagem do GP da Europa, em uma pista de difíceis ultrapassagens. Assistam!

Bruno Senna na McLaren-Ford MP4/8 de 1993

fonte: Voando Baixo

JAN BALDER, SEU NIVER…

Galera, começamos a semana com vários niver de amigos automobilistas. Mas falo de Jan Balder em particular, amigo e parceiro, que foi homenageado esse ano no Blog Speed Day em Passo Fundo, pelo Museu do Automobilismo Brasileiro – Paulo Trevisan – e comanda o Torneio de Regularidade da Fasp com maestria e o sucesso está ai nas provas. E lembrando que a próxima está chegando, dia 3 de julho…
Bom é o seguinte, sua coluna com o relato da prova em que marcou e muito sua carrera, não só pelo ocorrido em pista, mas pelos bastidores! Então vamos ao brilhante texto do próprio Jan…

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Frantz e Kz Morales vencem a terceira etapa da Copa Peugeot

“Foi muito importante vencer. Estou feliz pelo resultado” afirma o piloto da categoria 207 Master

Foi realizada neste final de semana a terceira etapa da Copa Peugeot de Rally de Velocidade em São José dos Campos, região do Vale do Paraíba, São Paulo.

A etapa não poderia ter sido melhor para Luis Frantz e Kz Morales, que conquistaram a vitória na categoria 207 Master, depois de oito especiais rápidas, com longas retas e muito escorregadias.

A dupla dominou as quatro especiais de sábado na 207 Master, chegando ao final do dia com vantagem de 24,6 seg. sobre o segundo colocado. No segundo e último dia, adotaram uma estratégia mais cautelosa, para tentar manter a boa vantagem adquirida, e finalizaram o dia na segunda posição, com a soma dos tempos dos dois dias de competição, Frantz e Kz Morales, saíram de São José dos Campos com os campeões da terceira etapa. “Combinamos de fazer a especial (domingo) mais conservadora, mas fomos demais. A especial era muito lisa e tinha muitas lombadas, ficamos com receio de perdermos a vantagem” afirma Kz Morales.

O experiente navegador Kz Morales tece ainda um comentário sobre as duas participações do estreante Luis Frantz no Rally de Velocidade “ele tem feito das tripas o coração para colocar o carro na pista e está dando resultado. Em meus 20 tantos anos de rally nunca andei com um piloto tão surpreendente no sentido de dominar o carro desde o primeiro momento, sendo constante e seguro.”

Luis Carlos Frantz e Kz Morales contam com o patrocínio de Terni Engenharia, Latarias Alquini, Mamute Energy Drink, Arpam Automação, Nambei Fios e Cabos, Megabare, Academia Fit 21 e Óticas Voriques, apoio do site GP News. A preparação do Peugeot 207 fica com a Chico Racing e Frantz Rally Team. Maior informação sobre a equipe e piloto poderá ser feita pelo e-mail: luisfrantz@brturbo.com.br

Com este resultado a dupla ocupa a quarta posição na classificação geral da categoria 207 Master, com 43 pontos.

Resultado da Terceira Etapa da Copa Peugeot 2010:

207 Master

1) Luis Carlos Frantz / KZ Morales = 00:41:31.80
2) Fabiano Altomar / Zeca Fonseca = 00:42:00.50
3) Pedro Zamith / Gilson Rocha = 00:42:01.70
4) Emerson Destro / Sérgio Avallone = 00:42:45.50

5) Junior Siqueira / Felipe Costa = 00:44:16.10

De volta para o futuro

senna1994_blog

O que vou escrever agora é puro delírio, sonho ou uma vontade de que a Tamburello não tivesse tirado de nós um piloto como Ayrton Senna. Hoje ele completaria 50 anos. Tal como no filme “De Volta para o Futuro”, vamos tentar imaginar o que aconteceria se ele sobrevivesse ao acidente de Imola. Quem estiver sem curiosidade ou achar que é um exercício inútil pode parar por aqui, eu entendo. Apenas queria dizer que isto me passa pela cabeça em datas como esta ou a do ano passado, quando o acidente completou 15 anos.

A batida é forte, mas Senna escapa do impacto em seu capacete e é levado com vida ao hospital. Ninguém quer mais saber da corrida, o resultado passou despercebido nas páginas dos jornais.  O assunto do mês é a sua possível recuperação. A fratura nas duas pernas aniquila o campeonato de 1994.  Boatos dizem que Senna, tal como Piquet, não voltaria mais a pilotar um carro de corrida.  Ele começa uma recuperação extraordinária, determinado a voltar ao circo da Fórmula 1.  Volta a caminhar normalmente depois de cinco meses. É visto correndo em um treino em dezembro em Estoril. Retorna em 1995, mas as Williams não são páreo para a Benetton. Ainda assim, vence cinco provas e chega em segundo no campeonato  com Schumacher bicampeão.

Em 1996 e 1997, ele aposta na reconstrução de um carro vencedor na equipe Williams, sagra-se pentacampeão e o dedica a Fangio, morto em 1995. Ainda corre em 1998, mas, aos 39 anos e com a McLaren e Ferrari dominando o campeonato, vence apenas uma corrida e decide parar. A despedida acontece no GP do Japão, onde ele conquistou seu primeiro campeonato. Senna chega ao pódio. O vencedor é Mika Hakkinen, campeão do mundo pela primeira vez. A alegria do finlandês se mistura com as lágrimas de Senna e o contraste é a primeira página de todos os jornais.

Nos anos que se seguiram, Senna continuou sendo visto nos boxes. Casado, com uma filha chamada Vitória, aceitou o convite para testar um Indy em 2001. Volta às pistas em 2002 para as 500 Milhas de Indianápolis. Chega em quarto, mas decide participar anualmente da prova.  Recebe um convite da McLaren para voltar à Formula 1 no mesmo ano, mas não se anima com o carro. Aceitaria se o convite fosse da Ferrari, mas Schumi move suas cartas para evitar uma disputa doméstica e consegue. Os tifosi acabam não vendo o capacete verde e amarelo no carro vermelho.

Em 2005, aos 45 anos, Senna finalmente consegue sua vitória nas 500 milhas e a dedica a Emerson Fittipaldi. Schumacher, heptacampeão, não consegue bater o recorde de poles do brasileiro, mas triunfa com o número recorde de vitórias. Senna é convidado por Lula para ser ministro dos Esportes, mas declina. Prefere participar como empreendedor e trabalha na formação de categorias de base no automobilismo brasileiro.

Desde 2003 é contratado da Rede Globo como comentarista das corridas de Fórmula 1 ao lado dos amigos Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Lança um livro que fica dois anos em primeiro lugar, algo como uma biografia, mas muito usado por profissionais em palestras de autoajuda. O exemplo de Senna se torna a tradução mais bonita da palavra sucesso. Festeja os 50 anos em casa com a família e amigos, conversando e planejando seu novo desafio: a Senna Racing.

Paro de escrever por aqui. Feliz aniversário Beco, ao som de Ivone Lara e Delcio Carvalho:
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe, sonho meu
Vai mostrar esta saudade, sonho meu
Com a sua liberdade, sonho meu
No meu céu a estrela-guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu

Bruno Gouveia é vocalista do Biquíni Cavadão, uma das principais bandas do rock brasileiro, e acompanha corridas com entusiasmo desde a década de setenta. A coluna Artista na Pista é um espaço onde personalidades dos palcos, das artes cênicas ou da literatura têm um espaço aberto para comentar sua relação com os esportes a motor, especialmente a Fórmula 1.

fonte: Voando Baixo